Wellness, mais do que um conceito, uma mudança de paradigma.

Nuevo Paradigma

Estes dias, em um atendimento de wellness coaching corporativo, ouvi de um coachee (nome dado ao cliente de coaching) que ele se sentia saindo do “modo zumbi”.  Adorei!!

De certa forma, sinto que tanto os profissionais de saúde, como os programas de qualidade de vida estão vivendo exatamente um momento de passagem do modo zumbi para o modo wellness. Estamos caminhando para uma evolução, porém, como em todo processo de transição, é um tanto doloroso e confuso, porque não estamos nem lá e nem cá.

Enquanto profissionais de saúde, fazer a transição significa, antes de mais nada, passar a olhar para o seu cliente/paciente com empatia e fé. Empatia para perceber, aceitar e respeitar o outro, da forma como ele é. E com fé no potencial humano, ou seja, acreditar que o outro sabe o que quer e que tem as melhores respostas para suas próprias questões e que é capaz de encontrar um caminho bom e seguro para seu crescimento e desenvolvimento.

Para os programas de qualidade de vida, o movimento é o mesmo, romper com a atitude paternalista e passar a oferecer poder de decisão, trazendo programas que incentivem não a culpa, mas a reflexão e a responsabilidade dos funcionário/usuários.

O Continuum do Bem-estar, de John Travis, facilita a compreensão dos paradigmas do tratamento (mais comumente usado, até agora)  e do bem-estar (para onde, espera-se,  estamos caminhando).

 

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Bem no centro, o gráfico mostra um ponto neutro, que significa a ausência de doença. Para o lado esquerdo do ponto neutro está a doença, podendo levar à morte prematura. Para o lado direito, está o processo de tomada de consciência e ações que levam a altos níveis de bem-estar ou wellness.

Até aqui, exatamente o que já dizia a OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1946, Saúde não é a ausência de doença, mas o completo estado de bem-estar. Mas, então, qual é a a boa nova?

O pulo do gato está na forma como conduzimos o processo e onde esperamos chegar.  Por qual paradigma estamos sendo guiados?

O Paradigma do Tratamento é aquele que tem o foco na prevenção e no tratamento da doença. “Mas, Miriam, e isso é ruim?” – Não, a doença deve ser prevenida e tratada, o que está em questão é a forma como se olha para isso. Neste paradigma, a responsabilidade é colocada na mão do profissional da saúde, que teoricamente detém todo o conhecimento e poder sobre o paciente, de quem se espera paciência e obediência.  Se o processo for conduzido com eficácia e eficiência, a meta (ausência de doença) é alcançada.

Mas e se a meta é o bem-estar? Então, precisaremos emponderar o indivíduo.  Neste caso, precisamos estar aptos a olhar o processo pelo Paradigma do Bem-estar, onde mesmo em casos extremos de doença, o indivíduo é visto como protagonista de sua história e tratado com empatia e fé.

O Wellness Coaching é uma metodologia guiada pelo Paradigma do Bem-estar e desenvolvida para acompanhar o indivíduo, a partir de qualquer ponto do continuum, em direção aos mais altos níveis de bem-estar, de forma segura, significativa e duradoura.

Algumas escolas separam wellness coaching de health coaching. Particularmente, prefiro não separar. Vejo a saúde como um aspecto do bem-estar.

Convido você a assistir a este vídeo 

Até!

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