10 Anos de Vigitel – O que há para comemorar?

Mão desenhando gráfico

 

O Ministério da Saúde divulgou hoje, 14/04/2017, os novos indicadores da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – VIGITEL 2016, com esta, completamos 10 anos de VIGITELl! Sem dúvida, um bom motivo para festejar, num país com pouquíssima tradição em desenvolvimento de indicadores de logo prazo.

A prevalência para as doenças crônicas, no entanto, continua alta e subindo, o que reflete na crescente epidemia de obesidade e diabetes que observamos dentro das empresas, de todos os portes e, também, a pouca efetividade das políticas públicas em saúde.

Os dados da pesquisa mostram que, nos últimos 10 anos, houve crescimento de 26,3% para excesso de peso, de 60% para obesidade, de 61,8% de pessoas diagnosticadas com diabetes e de 14,2%, para portadores de hipertensão arterial. Todos estes indicadores são maiores entre as faixas etárias mais avançadas e entre a população de menor grau de escolaridade.

Gráfico Cronicos Vigitel 2016
As mulheres apresentaram maior prevalência para obesidade, diabetes e hipertensão arterial. Já os homens relataram maior prevalência para excesso de peso. Importante lembrar que o inquérito computa apenas os casos de diabetes e hipertensão arterial diagnosticados, o que pode gerar diferença entre os resultados do inquérito e a prevalência real. Até porquê, dados recentes do IBGE indicam que as mulheres brasileiras procuram por cuidados médicos, com maior frequência do que os homens.

Gráfico Gênero Vigitel 2016

Entre os dados de comportamento, mais três boas razões para comemorar.

Gráfico Comportamento Vigitel 2016

Embora timidamente, o consumo de frutas, legumes e verduras teve 6% de crescimento, em comparação com os dados de 2007, primeiro ano deste indicador na pesquisa. Já a atividade física em tempo livre cresceu 24%, desde 2009, sendo que esta prevalência é inversamente proporcional à idade e 52% dos mais ativos estão entre os jovens de 18 e 24 anos. Para finalizar com chave de ouro, o consumo de refrigerantes e sucos artificiais caiu 53,4%, desde 2007. Muito bom! Isto significa que pouco a pouco ficamos mais sabidos e menos suscetíveis aos apelos das belas e milionárias propagandas destes produtos. Parabéns para nós!!

Saúde!

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